quinta-feira, janeiro 13, 2011

Que pena

A João Luiz de Souza
Nos quartos
Nas salas
Nas cozinhas
Acontece o que se não vê
Nos quartos
Nas salas
Nas cozinhas
Não tem UPP

terça-feira, março 16, 2010

sexta-feira, outubro 16, 2009

UM DIA EM OLINDA

Troquei
bênçãos com Ariano
cumprimentos com Alceu
informações com Edgar
duas palavrinhas com Lessa
com o Paolo, confidências
Troquei ideias com Christian
arte, que ali, tanto se agita
e beijinhos com muita muié bunita

terça-feira, setembro 15, 2009

Os Direitos das crianças

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA

Artigo Primeiro

Não importa uma pessoa
Ser branca, preta, amarela
Azul, verde, outra qualquer
Nem se é homem ou se é mulher
Tampouco as suas crenças
Ou se não tem religião
O país que ela nasceu
Também não importa, não
Todo mundo tem direitos
E o direito das pessoas
Tem mais que ser respeitado
A criança é uma pessoa
Por ser mais frágil que as outras
Tem ainda mais direitos
Senão, o mundo está errado

Artigo Segundo

A criança tem que ser
Sempre muito protegida
E ter oportunidades
De viver u’a boa vida
De crescer com liberdade
Também com muita saúde
E muita dignidade

Artigo Terceiro
Um direito da criança
Bem simples: é ter um nome
E de pertencer a um
Determinado país
Assim o Terceiro Artigo
Da Declaração, nos diz

Artigo Quarto
A criança deve ter
Um bom lugar p’ra morar
Também, assistência médica
Tempo e lugar p’ra brincar

Artigo Quinto
Se ela for deficiente
Tem direito a tratamento
Educação e a, ainda mais
Cuidados especiais

Artigo Sexto

A criança tem direito
De ser amada e cuidada
De se sentir bem segura
Ainda tendo a preferência
Da companhia dos pais
Este Artigo é bom demais

Artigo Sétimo
A criança tem que ter
Direito a desenvolver
Todas suas qualidades
E, para isso, ela tem
Direito à educação
E direito ao brinquedo
Para aprender sem ter medo

Artigo Oitavo
Caso haja algum sinistro
Pelo seu direito à vida
A criança deve ser
Por primeiro, socorrida

Artigo Nono
A criança deve ser
Sempre e bem protegida
Contra qualquer crueldade
A carência de interesse
Os maus tratos... a maldade

Artigo Décimo
É dever de todo adulto
Proteger bem a criança
De qualquer dos preconceitos
De raça ou religião
Está na Declaração
Que ela deve conviver
Em ambiente de paz
E muito boa vontade
N'universo de igualdade


Rio Branco, 1979 (Ano Internacional da Criança)

sábado, junho 27, 2009

Poeminho do barulho

Para Eliana

Te amo no meu silêncio
Silenciosamente, te amo
Na calada da noite
No calor do dia
A toda hora
A todo instante, te amo
Caladinho

E, calado, grito
Te amo.

OUTRO PARA ELIANA

Vamos reinventar o amor
Um que seja só prazer
Se impossível
Inda assim se tenta
Se descambar pro sofrer
A gente desreinventa

sexta-feira, março 10, 2006

MUSIQUINHA DA ARIANE

Esta menina
é muito gira.
Gosta do mar...
e de neném,
uau uau, da lua.
Esta menina
é muito gira.
Faz birra e pede
p'ra passear na rua.
Ariane é tão querida!
É querida da
mamãe.
Ariane é tão querida!
É querida do
papai.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

INVITAÇAO

Vem amiga
ouvir minha cantiga
vem amiga
viver o meu sonhar
(um mundo ninho
pra gente se amar)
Vem ver
o sonho na canção
sentir
versos brandos
ao som do coração

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

CASSIANO

A Francisco Ruivo

Que moeda é aquela
Que tanto brilha
No bolso do mendigo
E o faz tão rei?
É um poema bem sei!

HOMEM

Homem?
Homem, para quê?
Homem só serve para
Para ...
Mijar a tampa da sanita
Não fazer nada direito
Nada, nada...
Nada!
O quê que o homem faz bem?
Faz...
Lava bem o automóvel.
Isso. Isso, faz bem feito
E só.
Nem discutir futebol...
Quer sempre analisar
Asnalisar.
Isso.
O homem vive asnalisando.
Até pouco tempo atrás,
Na Idade da Pedra,
O homem sentia um cheiro e zás
Estupro!
Tinha sentido.
Servia para manter a espécie.
A prática continua
Mas, com os avanços da Ciência...
A ciência acabou com o macho
O que, em algumas espécies,
Foi selecção natural
O engenho humano antecipa e extirpa.
Extirpa o estupro
Sem precisar amazonar
Nem esperar milhões de anos.
Fim
E vivemos felizes.

Homem não presta.
Homem, o macho
É uma meleca!
Sabe o que eu acho?
Homem só presta se for poeta.

FEIJAO

Às cozinheiras do "O Casarão"


Jesus Cristo vem ao mundo
Montando um cavalo baio
Vai andar mais de mil léguas
Pra comer feijão com paio

MIRA A DISTANCIA

Vou cantando o meu amor
pelo caminho
Vou chorando a minha dor
de estar sozinho
Ontem, a felicidade
Hoje, a estrada é só saudade
E a tristeza de não ter o seu carinho
Eu vou cantando
o meu amor
Eu vou chorando
a minha dor
Vou-me lembrando do rostinho do meu bem
Eu vou cantando
o meu amor
Eu vou chorando
a minha dor
Vou-me lembrando do cheirinho que ele tem

APAIXONAR-ME POR OUTRA?

Apaixonar-me por outra mulher?
Seria coisa bem simples
Bastaria apenas que a outra
Tivesse o mesmo cheirinho
Inebriante, adocicado
Tivesse o mesmo gostinho
De um acre bem temperado
Tivesse o mesmo rostinho

Apaixonar-me por outra?
Isso é coisa muito fácil
Se a outra tivesse igual
Aquele corpo gostoso
O olhar misterioso
Cabelos pretos, em anéis
Também iguais fossem os pés
A mesma pele sedosa
E, da mesma forma, vaidosa

Por outra não me apaixono?
Até parece piada
É só encontrar a que seja
Tal qual a tal em questão
Por fora, imagem de espelho
Por dentro, igual coração

Ah! ia esquecendo o nariz
Tem de ser do mesmo jeito
Graúdo e arrebitado
Que lhe dá aqueles ares
De comigo-tome-cuidado

Eu me apaixono por outra
Fácil-fácil, mole-mole
É só ter a mesma alma
Mesmo jeito brigador
E, feito esta, tem que ser
Um ás no jogo do amor

Por outra eu me apaixono
Pois, pra Deus, nada é impossível
É só eu pedir pra Ele
Que, não me levando a mal
Pegue a forma que fez uma
E, com jeito, faça outra igual

A

A César Garcia


Rebelde sempre
De tantas lutas
Até que no mundo
Se acabem as dores
Derrotas
Tantas falhas
E muito gostaria
De receber flores

SHALOM

Sempre quis ter bicicleta
Virar ligeiro este chão
E o velho pai mal podia
Dar roupa, estudo e pão
(Fazendo muito serão)

Mas nunca me esqueci
Da alegria que sentiria
Se, um dia, pudesse eu
E todas outras crianças
Tornar o mundo menor
Pelas longas pedaladas
De alegria e fantasia

JOAO

Se digo bi
É que quero subir
Ou muito ou pouquinho só
Acima de onde estou
Já, se digo bibi
É um carro
Grande, quero ver passar
Pequeno, quero empurrar
Bite é um botão na parede
Pra apagar ou acender
Eu quero mesmo é mexer
Não confundam com bibite
Depois de tanto bulir
A chupeta, vou dormir

MAIARA

No vento que ondula o trigal doirado
Eu vejo você

Na brisa que sopra
Trazendo de longe uma canção
Eu vejo você

Na criança que ri, que brinca e que chora
Eu vejo você

No teatro, no circo
E nos pés da bailarina feliz
Eu vejo você

Nas coisas bonitas
Nas coisas covardes

Na criança morta
Paisagem frequente neste nosso mundo
Ou no tempo novo que se avizinha
Trazendo esperança

Eu vejo você

No dinheiro, no ofício
Nos contos de fada
Eu vejo você

No deserto, montanhas
No cerrado de flores tão lindas
Eu vejo você

Nas pedras, nas águas, nos bichos
Na roda-gigante
Eu vejo você

Em você, vejo três
Mais maninho e mamãe
Neles, vejo você

Na estrela da manhã
Que teima em brilhar
Mesmo quando o céu
Há muito, clareou
Eu vejo você, Maiara
Eu vejo você

FAMILIA

O vovô
Comeu e não gostou
A vovó
Reclama que ela só
O titio
Torceu o pavio
A titia
Só deseja um bom dia
Os priminhos
Só querem um carinho
A vizinha
Cria galinha
O vizinho
Tem um cachorrinho

Êta,família

A mamãe manda
E o papai
Ai ai ai ai ai ai

DUVIDA

Tu me amas!
Eu te amo?

DESENCONTROS

Fado triste
é morar na Mouraria
e ter uma gaja nas Galinheiras.
Bota outro bagaço!