domingo, janeiro 20, 2013

Uma casa caliente


                                Para Andrea

Pelo vermelhão da Rua da Palha
Vê-se que ali calha o calor
Sem nenhum favor
É uma casa caliente
Caliente quente quentchura
De Olinda cultura
Cultivando o bem
Sem olhar a quem
Agregados, parentes
Abastados, indigentes
Da feliz Andrea
Somos todos carentes
Casa caliente
História caliente
Feijoadas e festas
Calientes
Não precisava o Sol do Nordeste
Ou o tom da fachada
Se basta

Mas para tanta
Festa caliente
A um canto calada
Alguém fornece as “geladas”
A sorrir de vez em quando
Pálida, cálida
Generosa menina
Bete Frígida
Que nem precisa de rima

             Olinda, Novembro de 2012

sexta-feira, dezembro 14, 2012

quinta-feira, novembro 29, 2012

Madame educada


Madame educada

Quando ela peida, ninguém sabe
Quando arrota, não se nota
Quando espirra, esconde bem
Tosse, tosse e não se sente
Mas, caro Alberto Pimenta
Quando ela goza...

segunda-feira, outubro 22, 2012

(Nas águas de Alice Ruiz)



O arbusto bonsai
Queria ser um soneto
Mas virou haikai

Costumes



Ser falso, é de artista
O que é mau
É ser mesmo moralista

APRESENTAÇÃO



Ora pois, sou português
Também sou português
Sem contar do bisavô
E da Língua Materna
Sou português do passado
Das coisas que me cercam
Da rua Cascais, na Penha Circular
Da praça Antero de Quental, no Leblon
Do Calouste Gulbenkien, na Praça Onze
Sou português das piadas… de português
Dos portugas das quitandas
Às dúzias por freguesia
Sou mais português
Que “seu” Manel motorista
Que torcia pelo Flamengo
Eu sou do Vasco da Gama
Mesmo usando o Tu erroneamente
E o Você sem cerimónia
Ainda assim, sou português
Não do o, pá! mas do ôpa!
Mulatas
Do Conto da Carochinha
De Camões, José Régio e Pessoa
Bocage, nem se fala
De Nara Leão cantando Grândola
Do bacalhau, só na Semana Santa
Do azeite, contado em gotas
E, do vinho, de ouvir falar
Não português trampolim europeu
Mas dos amigos
Tantos como tanto é o mar
Assim como acreano, suíço, africano
Chaplinianamente, do mundo, cidadão
Assim como brasileiro
Sou português do coração.

TERCETO



As montanhas paradas
Lembram-me a mim
Que estou só de passagem.

Compulsividade



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TOCTOC TOCTOCTOCTOCTOC
TOCTOC TOCTOC TOCTOC TOC
TOCTOC TOCTOC TOCTOC TOC
Essa obsessão me mata

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Que pena

A João Luiz de Souza
Nos quartos
Nas salas
Nas cozinhas
Acontece o que se não vê
Nos quartos
Nas salas
Nas cozinhas
Não tem UPP