História e histórias
O meu
amigo Horácio bem poderia ser chamado Homero ou até mesmo Heródoto porque, vai
gostar de história assim, na China, ou melhor, na Grécia Antiga. Um dos temas
que mais lhe atrai a atenção é a origem dos nomes das terras. Duas histórias a
esse respeito vou contar mas, alerto ao ouvinte ou leitor que, a história
contada pelo Horácio é como a dos outros dois e a de outros historiadores, é
cheia de histórias.
A
primeira, conta que uma nave portuguesa ao passar pelas Caraíbas, deixou em uma
das ilhas quatro tripulantes que haviam contraído escorbuto. Como a ilha era
farta de frutos, os quatro escaparam à morte. A nave, ao passar novamente pela
ilha e diante do facto, baptizou a ilha de Curação. Os espanhóis, na senda dos
portugueses, tiraram-lhe o til e os holandeses desnasalaram de vez o vocábulo,
dando no que é hoje, Curaçao.
A outra
deu-se na costa de África. Conta o Horácio que um outro navio português ancorou
num sítio muito a ermo, a procura de água. A tripulação encontrou um ermitão
que, apesar de viver isolado e de não falar nada, era muito solícito e
amigável. Mostrou aos portugueses as melhores fontes e ajudou a carregar
víveres para a embarcação. Um homem preto como a noite, muito grande e forte
que foi logo baptizado de Zé e, sempre que os portugueses passavam por perto do
tal sítio, diziam: “Vamos lá no Zé Negão!” Os ingleses e franceses, na senda
dos portugueses e espanhóis, não tinham o jeito e ficou, Senegal.
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